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Talvez você ainda não parou para questionar o pensamento popular da necessidade de estar exercendo um ofício formal em alguma empresa para se sentir empregado. Isso é muito comum, mas não deveria ser um pensamento dominante das pessoas, inclusive, a sua forma de pensar.
Te afirmo que é possível viver e trabalhar na sua melhor forma sem a pressão de querer estar no cargo admirado pelos seus familiares e amigos, e nem conviver com o medo ou vergonha de falar o trabalho que você executa.
Não quero desestimular você a desistir do seu objetivo profissional. Pelo contrário, quero incentivar você a ampliar seu pensamento para ir além do convencional, trabalhar em atividades que sequer você cogitou fazer e até alcançar um cargo acima do que você almeja.
Destruir para reconstruir
Antes de tudo, é preciso responder a si mesmo o que você entende sobre trabalho, para depois desconstruir e ressignificar o conceito em sua mente.
Não quero aqui fazer uma análise histórica e científica sobre o trabalho, mas de uma maneira bem simples te mostrar que você pode ir além do que lhe é proposto para crescer em sua carreira profissional.
Convenhamos que o verbo “trabalhar” soa diferente em determinados contextos por causa da semântica.
Devido as formas de trabalho estarem em constante mudanças, te desafio a refletir mais o termo e encarar o “desemprego” sob um novo olhar.
Você pode estar sem vínculo empregatício no modo CLT, mas você pode trabalhar em diversas atividades para criar um novo vínculo CLT com outra empresa.
E isso compreende a atualização e formatação do seu currículo; pesquisa de vagas que se encaixem no seu perfil; criação e desenvolvimento do seu network; refazer os cursos técnicos da sua área e até aprender sobre oratória e negociação em vendas. Afinal, você precisa aprender a vender sua imagem.
Ou pode investir seu tempo em trabalhar no projeto que você não desenvolveu por causa do seu outro vínculo empregatício. Isso pode parecer romantizar demais o seu momento, mas há um movimento por trás dessa forma de pensar, que tira você do agente passivo para o agente ativo da circunstância.
Retrabalhe o óbvio comum
Entendo que na linguagem popular é bem mais fácil de assimilar quando você afirma que está trabalhando por estar de contrato assinado com um CNPJ. É pouco provável uma pessoa compreender que você está trabalhando, se você não passou pelo processo do exame admissional, de receber um crachá, de vestir um uniforme todos os dias pela manhã e nem receber vale-alimentação.
Entretanto, nos acostumamos a pensar que se não temos a CTPS assinada e o salário do mês garantido não temos trabalho. E só de pensar nisso, já causa uma sensação de desânimo e a nossa motivação já entra em declínio por causa da imagem social, da família para sustentar e das contas para pagar.
Troque o roteiro
Pensamento positivo e afirmações não pagam boletos, mas a forma como você se posiciona na situação cria novas oportunidades, inclusive, financeiras.
Mudar o seu estado emocional com uma postura diferente de pensar sobre trabalho e o seu momento é um ótimo começo. Em outras palavras, saia do modo “vítima” para o modo “qualquer coisa” do cenário do filme.
Eu poderia sugerir que você fosse o protagonista, mas preciso que você compreenda que se não abrir mão do papel de “afligido” não conseguirá ser nem ao menos a árvore escura e discreta da cena.
Aliás, você não precisa ser o ator principal, pode ir além disso. Por que não ser o diretor? Você tem a opção e a responsabilidade de decidir qual será a cena final do seu filme, e aposto que queira criar um final espetacular.
Se isso te faz parecer “papinho” de autoajuda, é mais um motivo de você quebrar esse preconceito e aprender mais sobre si mesmo e como gerenciar sua emoções.
A técnica só gera valor quando o uso dela é precedida de um alto domínio emocional. Todos nós erramos mais por não sabermos lidar com os sentimentos do que com o conhecimento teórico.
Após assimilar e ampliar esse estado de consciência, continue trabalhando e fazendo horas extras, empregando forças na sua atuação, pois o vilão (coitadismo) não tira folga e também trabalha além da jornada diária para fazer de você mais uma vítima de si mesmo.


