Doit Vagas

O caso Neymar: uma reflexão sobre Responsabilidade

Neymar e o profissional de hoje

A vida de personalidades famosas é seguida de perto por milhões de pessoas ao redor do mundo, e é com base nisso que muito patrocínio acaba sendo investido na imagem dessas pessoas.

Quando algo negativo acontece e prejudica a imagem dessa personalidade, muito investimento entra em jogo, pois os patrocinadores não querem ter suas marcas associadas a qualquer coisa que tenha uma má repercussão no público. Isso vale para todas as pessoas que assumem cargos e posições importantes em qualquer lugar, seja na sociedade, na vida pública, ou em grandes empresas.

Um Diretor ou um Vice-presidente de uma multinacional têm que ter a mesma cautela de uma celebridade, pois, no caso dele, a imagem que estará em risco pode ser a da sua própria marca.

Tendo essa relação em mente, uma celebridade ou pessoa de importância deveria agir com prudência nos mais mínimos detalhes de sua vida – mesmo nas condições de intimidade, já que uma pessoa pertencente aos espetáculos públicos, na prática, quase não tem privacidade.

Sobre o caso Neymar

O recente caso do jogador Neymar é o resultado de uma postura comum em muitos famosos que, por terem muito, acabam achando que podem tudo – e assim acabam agindo de forma irrefletida, sem ponderar os prós e os contras das escolhas que fazem.

Desde o início de sua carreira, Neymar acumula glórias e polêmicas ao redor de sua personalidade. Seu inegável talento começou a contrastar com uma crescente arrogância que, a cada crítica sofrida, ficava mais difícil de disfarçar.

Quando finalmente chegou ao posto de Ídolo, como principal jogador da Seleção Brasileira, seu ego não conheceu mais limites, e o único contraponto relevante que poderia fazer a diferença no seu senso de responsabilidade – a família, mais precisamente seu pai – acabou por incentivar seu modo de ser inconsequente.



Mas, com o passar do tempo, os anseios depositados na sua pessoa começaram a ser cobrados, e isso foi gerando um estado de impaciência que se refletia em sua vida inteira – pessoal e profissional: em campo, começou a ser visto como um jogador desleal por usar de um vitimismo forçado; na vida privada, teve um filho sem se comprometer com a mãe da criança, morava com amigos, estragou um romance com outra celebridade, agrediu um torcedor, e deixou que seu pai fosse o administrador de sua vida – o que demonstra uma fuga de suas próprias responsabilidades.

O presente caso de escândalo com essa falsa acusação de estupro vem contribuir para o aprofundamento da crise envolvendo sua imagem pessoal, e isso acaba refletindo na sua vida profissional, abalando seu psicológico e diminuindo a qualidade de seu rendimento.

Com isso, patrocínios são retirados, críticos atacam com muito mais força, e, mesmo inocentado, sua credibilidade terá dificuldade para ser recuperada.

Negligência das responsabilidades

O motivo inicial que levou a todas essas consequências vem de uma postura interior de Neymar: a negligência da própria responsabilidade.

Mesmo em matéria de intimidade, a responsabilidade entra em jogo, pois, embora seja algo privado, pode se tornar público, justamente se considerarmos que uma celebridade procura os holofotes, mas também os teme, pois eles podem ser negativos.

Se Neymar tivesse sido ensinado a ter responsabilidade na vida, teria aprendido a agir mais refletidamente, evitaria as possibilidades que o pudessem prejudicar, assumiria seus erros, não fingiria em campo e, por fim, seria uma pessoa muito mais consciente do que é.

Vemos neste caso específico de Neymar que a postura interior de irresponsabilidade reflete diretamente na conduta ética e moral de sua pessoa, fazendo com que ele aja de forma inconsequente nos dois âmbitos principais de sua vida: o público e o privado.

A falta de ética o levou a ser criticado e perder credibilidade no seu meio profissional; a inconsequência moral o fez não avaliar bem as pessoas das quais se aproximou, pois achava que nada sairia de seu controle, demonstrando um ego inflado daquelas pessoas que acham que podem tudo.



Autor do Artigo: Paulo Ângelo 
É Técnico em Edificações e nos horários livres, além de escrever artigos, estuda de forma informal Filosofia, Literatura, História e áreas afins.

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