A demissão é causa de tormenta emocional para a maioria dos profissionais. Acredito que seja uma das razões que mais causam ansiedade e depressão em grande parte das pessoas que conheço.
E isso não é apenas a minha opinião, se você fizer uma rápida pesquisa em algumas estatísticas do IBGE sobre as causas de depressão, verá que o desemprego está entre elas.
Entretanto, uma demissão pode ser uma oportunidade ímpar para você dar um salto na sua trajetória profissional.
Mesmo que no começo pareça um tanto quanto doloroso e vergonhoso para você encarar de frente esse evento, e acima disso, ter que dar a má notícia à sua família e amigos.
São poucos os casos em que a demissão é motivo de alegria e libertação. Embora eu não concorde nenhum um pouco com tipo de postura como o exemplo de profissionais que pressionam a empresa para demiti-los, e assim, garantirem suas saídas com todos os direitos trabalhistas, mas esse é um assunto para uma outra ocasião.
Demissão não é sinônimo de incompetência
Há uns meses atrás eu li um artigo do Rodrigo Giaffredo — e recomendo que você leia-o também — no qual alguns trechos serviram de alívio mental para uma fase bem difícil que eu estava passando após uma demissão.
E, resumidamente, ele explica que você não é um incompetente por estar passando por um momento ruim e, ninguém, além de você, pode te definir.
Essas palavras me fizeram dar um salto de perspectiva de vida e sobre a visão da situação em que eu estava.
A causa comum do desconforto que as pessoas têm em assumirem que foram demitidas é a vergonha de serem julgadas e o que as pessoas vão pensar e falar sobre elas, inclusive e novamente, família e amigos.
E nesse julgamento entram vários comportamentos e comentários nocivos que geram uma sensação negativa e duplica ainda mais a baixa estima do profissional dispensado.
Destaco o fato que há casos daqueles que realmente fazem por merecer, e sobre isso, não há o que se falar.
A oportunidade
Qual proveito você pode extrair de uma demissão?
Levando em conta a sã consciência que você fez o máximo que pôde, e mesmo assim foi desligado, a primeira lição que você pode aprender desse acontecimento é: você pode estar empregando sua energia na sua área de trabalho por motivos certos e motivações erradas.
Em outras palavras, é como você tentar colocar um pneu de bicicleta em um ônibus ou vice-versa.
É possível que você já tenha ouvido falar para fazer uma faculdade que “dê dinheiro” ou fazer aquilo você ama. Mas ao pensar nesses dois extremos, é bem provável que sua mente trave e dificulte ainda mais que caminho você deve seguir. Pois, esse dois exemplos de orientações é que levam muitas pessoas a tomarem decisões equivocadas.
Contudo, eu sugiro que você reflita uma realidade: todo ser humano possui talentos e habilidades. Ou você resolve ter o árduo trabalho de identificar quais deles fazem mais sentido para desenvolvê-los e torná-lo um excelente profissional, ou você continua no mesmo fluxo que te levou a esse mesmo lugar.
É bom frisar que há momentos em que você não tem muitas opções de emprego que lhe financie uma renda e precisa aceitar apenas uma oportunidade pela necessidade urgente e sem direito a critérios. Entendo muito bem o que é isso. Porém, isso não é uma regra; é apenas uma fase. E cabe a você pensar em uma estratégia para progredir para uma nova etapa profissional.
Em um outro artigo que escrevi, eu faço uma provocação ao leitor que estar desempregado está mais para uma postura emocional do que uma situação na qual você não pode mudar. Ele também é uma extensão do assunto que estou abordando aqui nesse artigo.
Não tenha apenas uma ocupação
Ao longo da leitura desse artigo, talvez você tenha pensado:
“Esse cara não tem noção do que escreve! É melhor ele cair na realidade. Esse lance de talento é modinha e desculpinha barata para quem não quer trabalhar!”
Agora, eu vou fazer a você a mesma pergunta que o Sulivan França fez em uma de suas aulas sobre liderança:
Você tem uma carreira ou um trabalho?
O que isso quer dizer?
Significa que se você quiser fazer as coisas por fazer, sem um sentido e um propósito, qualquer coisa serve a você. Você não precisa ter o trabalho de pensar nisso.
Agora, se você tem uma visão de futuro para níveis acima do seu, objetivos traçados, metas estabelecidas e competências para desenvolver e aprimorá-las, você tem uma carreira profissional.
Indicadores ao seu favor
Uma outra oportunidade que você tem é de analisar os fatores externos e internos que te levaram a não mais fazer parte de uma empresa. Isso se refere a você fazer uma análise de si utilizando qualquer método que exporte informações que falem mais sobre fatores internos seus e fatores externos dos quais você não pode controlar.
Eu indico usar a metodologia SWOT. É um acrônimo formado pelas palavras em inglês:
- Strengths (Forças)
- Weaknesses (Fraquezas)
- Opportunities (Oportunidades)
- Threats (Ameaças)
Esse é um método usado por muitas empresas, mas você também pode aplicar para si e ter uma clareza sobre como potencializar e corrigir o seu perfil pessoal e profissional.
Meu intuito aqui é incentivar você a não desanimar e encarar uma situação difícil como uma nova oportunidade de reaver suas motivações, criar um propósito no trabalho e definir uma carreira profissional de longo prazo.
Rodrigo Teixeira
Formado em Gestão Financeira e Técnico em Contabilidade. Empreendedor da mente, estudante autodidata sobre comportamento humano, criatividade, empreendedorismo, inteligência financeira, alta performance e usuário do método GTD.




